Estive me perguntando porque tenho tanta dificuldade para escrever nesse blog. Quem sabe se eu expor os motivos em consigo exorcizá-los.
O que me congela os dedos no momento em que os deito sobre o teclado?
1) A realização de que, se o assunto é teologia, 99% do que pode ser dito sobre qualquer coisa já foi dito, e o 1% restante é para mentes muito acima da minha. Sempre tenho medo de, no momento em que eu começar a discutir algum conceito teológico que me parece interessante, ter a aparência de algum primeiro-anista explicando pedantemente o que significa eleição. E, aliás, se as próprias idéias pelas quais sou apaixonado são as que sempre me fascinaram- trindade, cristologia, etc- (e sim, também eleição), o quão diferente sou eu do primeiro-anista exibido?
2) O medo de ser didático. Eu não quero ser educativo no blog. Ensinar já é o que faço todo dia na sala de aula, agora vou ensinar aqui também? Mas falar de teologia já é cair na educação, porque a igreja brasileira é teológicamente analfabeta, e pra discutir qualquer doutrina precisamos antes de mais nada explicar o que ela é. Ou o que ela realmente é. O problema é universal. Quantas vezes o calvinista precisa explicar que perseverança dos santos não significa que se pode viver uma vida moralmente irresponsável? Quantas vezes o católico precisa explicar que venerar os santos não significa adorá-los?
3) O desinteresse em assuntos fora da teologia. O que me assusta é o quanto estou mais interessado na Bíblia e na tradição cristã hoje do que era quando estava no primeiro ano do seminário. A Bíblia se tornou uma espécie de velha amiga, uma companheira de infância com a qual estou tão acostumado, tão conhecedor de suas idiossincracias e tiques, belezas e profunidades discretas. Os nomes que existiam na lousa e nos livros de história da teologia se tornaram heróis e confidentes, leitores de mentes e professores particulares. Agostinho um companheiro de oração, que sabe, assim como eu, o quanto os pecados sussurram "Nunca mais? Você nunca mais terá conosco?" até nos momentos em que mais nos aproximamos de Deus. Irineu um místico sentimental e severo, combinando e mesclando alegorias como se fossem memórias distantes, um pastor forçado a ser apologeta por amor aos seus, um amante forçado a ser guerreiro. Atanásio é o guerreiro nato, um cruzado armado com a espada da Palavra e o escudo da Trindade; e então ele remove sua armadura e maravilha-se, com a meiguice e surpresa de uma noiva, com o amor maravilhoso do Verbo Divino. Calvino, a quem eu odiava tão intensamente como um adolescente que rejeitava sua soteriologia por instinto, e não por qualquer motivo doutrinário- Calvino é meu professor de teologia, que me desafia a discordar, que me inspira pela fome e gosto com que ele mergulha na Bíblia. E em muitos casos- mais do que eu gostaria de admitir- acabo concordando com o velho bode. Barth é como um bom amigo-d0-msn, que ora me faz dar soquinhos no ar de aprovação, ora me deixa acordado de noite imaginando contra-argumentos; Ele é um desgraçado, mas um bom desgraçado. E até os maus desgraçados são bons, apenas pelo prazer de refutá-los mentalmente.
Aqui está o problema: não é que eu não me interesse mais em política ou música ou filmes, é que eu não quero escrever sobre essas coisas. Quero escrever sobre a Bíblia, e sobre a salvação, e sobre a trindade, e sobre as naturezas do Senhor Jesus. Mas se faço isso, serei derivativo- quem sou eu, além da soma de minhas influências?- e pedante. Enfim, um mero professor, um popularizador de tesouros descobertos e catalogados por outros. E isso me desanima, rouba todo meu entusiasmo inicial.
Eu achava que ao final deste post eu acharia uma resposta, algum alívio. Algo interessante, pelo menos, com o qual pudesse encerrar o post. De qualquer forma, é apenas isso que tenho a dizer.
Mostrando postagens com marcador blogs. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador blogs. Mostrar todas as postagens
terça-feira, 8 de setembro de 2009
terça-feira, 7 de julho de 2009
You Ain't Going Nowhere
O que era para ser uma pausa de dois dias entre um post e outro (guardei um texto para postar mais tarde, e acabei deletando-o por acidente) se tornou o quê, uns oito mêses sem postar?
Não, este não é um post de adeus, não vou fechar esse blog. Estou decidido a nunca mais fechar um blog, porque já exauri minha cota de blogs para serem fechados arbitrariamente. Já chega, gosto daqui, gosto do nome, gosto dos meus companheiros, apesar do fato de que eles também (excetuando Éber, o fiel, o grande) abandonaram este lugar. Strap yourself to a tree with roots, you ain't going nowhere.
Porém: este não é um post de "Olá, aqui estou de novo!" Estou sem ânimo para escrever. Escrever já foi tão fácil, e agora as palavras são pesos mortos que tenho que arrastar para cima e para baixo. O trabalho roubou minha alegria de prazeres criativos; agora todas as minhas diversões são receptivas- são a televisão de noite, a música no carro, audiobooks em meu mp3, livros na cama.
Este é apenas um olá. Tenho saudade de ter um lugarzinho na internet, um ponto para expor minhas tolices. Mas não o suficiente para escrever regularmente, para sentir aquela obrigação chata na minha cabeça, "Já são quatro dias, oito dias, vinte dias, noventa dias desde que você postou nada. Escreve lá alguma coisa". Meu talento é raso, minha voz é medíocre, eu não sei escrever. Então é isso. Não é um olá, não é um adeus. É um até logo. Até o ano que vem, ou até a semana que vem. Só Deus sabe.
Não, este não é um post de adeus, não vou fechar esse blog. Estou decidido a nunca mais fechar um blog, porque já exauri minha cota de blogs para serem fechados arbitrariamente. Já chega, gosto daqui, gosto do nome, gosto dos meus companheiros, apesar do fato de que eles também (excetuando Éber, o fiel, o grande) abandonaram este lugar. Strap yourself to a tree with roots, you ain't going nowhere.
Porém: este não é um post de "Olá, aqui estou de novo!" Estou sem ânimo para escrever. Escrever já foi tão fácil, e agora as palavras são pesos mortos que tenho que arrastar para cima e para baixo. O trabalho roubou minha alegria de prazeres criativos; agora todas as minhas diversões são receptivas- são a televisão de noite, a música no carro, audiobooks em meu mp3, livros na cama.
Este é apenas um olá. Tenho saudade de ter um lugarzinho na internet, um ponto para expor minhas tolices. Mas não o suficiente para escrever regularmente, para sentir aquela obrigação chata na minha cabeça, "Já são quatro dias, oito dias, vinte dias, noventa dias desde que você postou nada. Escreve lá alguma coisa". Meu talento é raso, minha voz é medíocre, eu não sei escrever. Então é isso. Não é um olá, não é um adeus. É um até logo. Até o ano que vem, ou até a semana que vem. Só Deus sabe.
sexta-feira, 10 de abril de 2009
Quando o Senhor restaurou a sorte de Sião...
Após mais de quatro mêses sem internet em casa, finalmente fomos agraciados pela NET com uma nova conexão. Para as sete pessoas por mês que o google acidentalmente manda para este blog: olá.
domingo, 14 de setembro de 2008
Hooligans auf Wittenberg und anderen dingen
* Antes de mais nada: Acabo de descobrir que Gustavo Nagel (nosso Melanchthon para as massas) apagou seu blog justamente quando eu queria consultar um comentário que tinha feito nele há mais ou menos um ano e meio, mas agora está perdido para sempre. Raios. Ele não nos avisou disso, mas que diabos, faço a propaganda assim mesmo: vão para seu novo blog e deixem comentários generosos, elogiosos e admiráveis.
* É incrível como os inimigos de nossas causas muitas vezes nos inspiram mais do que seus proponentes. Reli este fim de semana o A New Christianity for a New World do bispo Spong, um livrinho com esperanças tão malignas para o cristianismo que me faz perguntar se teólogos pós-modernos são da mesma espécie que eu, e me senti envigorado. O apóstolo Paulo nos diz que precisamos pensar naquilo que é agradável, e justo, e santo; mas também é verdade que a peçonha de um servo de Satanás como Spong me envenena o espírito na medida certa, é como um tônico para a mente. Aliás, este é um princípio quase universalmente aplicável: se você quer ser feliz e edificado, leia os autores que te guiam, que você tem como norte, e leia autores novos ou semi-conhecidos, que ainda tem algo para ensinar ou algo para te entreter. Mas se você quer uma musculação para a mente, se quer uma pedra para afiar seu raciocínio, se quer fazer ferver seu sangue até um estado de prontidão e alerta, leia autores que você já examinou, e descobriu sem sombra de dúvida que são destrutivos ou idiotas. Assista um filme que você odeia, leia a autobiografia de um maldito canalha, leia os arquivos de um blog que você detesta (pode muito bem ser este blog agora mesmo), e veja como os seus pensamentos correm, acelerados, amolados, como pequenas cimitarras em sua cabeça. E este é o segredo da longevidade: nunca deixe seu sangue tranquilo, parado, congestionando suas veias com colesterol e coagulando em sua cabeça. Uma pequena infusão diária de irritação ou pura indignação para acelerar sua circulação e purificar seu sistema é mais eficaz e saudável que qualquer vitamina; e as pequenas cimitarras no seu sangue limpam as veias e, ainda por cima, embranquecem os dentes quando saem pela boca. Experimente.
* E enquanto estamos no assunto de livros irritantes, também li A Língua de Eulália, de Marcos Bagno, e achei a coisa mais condescente e falsamente piedosa (daquela piedade secular, mas duplamente melosa e sentimental) que já li na vida. Mas posso estar enganado, pode ser que seja um livro sincero, e o próprio Marcos Bagno recebe todos os melhores conselhos, admoestações e lições de vida de sua cozinheira banguela semi-analfabeta; mas ora vamos, não estou errado, é um livro não apenas ruim, mas falsamente escrito. Eulália (a cozinheira banguela semi-analfabeta do livro) é descrita como uma pessoa tão maravilhosa e corajosa que eu esperava que a qualquer momento ela sumiria da cozinha e apareceria milagrosamente a três crianças em Fátima; mas ao mesmo tempo, a doutora protagonista -que, condescentemente e insuportavelmente ensina as três meninas burras que é ok falar errado- é uma santa que chama sua empregada pra morar em casa com ela e trabalha enquanto ela cochila. O autor com uma mão exalta seu ideal do proletariado sábio e nobre, que fala português do jeito que quer, e com a outra glorifica onanisticamente a imagem de doutores tolerantes e sapientes como ele, que acham a norma culta uma conspiração das elites e fingem que os pelos de seus braços não arrepiam quando ouvem alguém dizer "probrema". E o leitor fica como as três alunas burras: presos nos sermões moralizantes, manipuladores e socialmente responsáveis da doutora.
* O lado negativo é que enquanto paro para ler livros ruins, fico sem tempo para ler os bons; e mais, fico sem ânimo. Quero ler A Pedra do Reino, de Ariano Suassuna, mas toda vez que sento para ler, olho para o tamanho do livro e desanimo, e deixo para outro dia, preferindo reler algum favorito, algum bom velho livro. E sei que se isto continuar por mais tempo, o Pedra terminará na mesma pilha que Os Irmãos Karamazov, Guerra e Paz, A Montanha Mágica, e todos os outros clássicos da literatura® que joguei de lado pra ler Catch-22 outra vez. Preciso que alguém que já leu o livro diga para mim que ele realmente é tão bom quanto seu título, e vale a pena ser lido.
* Este é agora, oficialmente, um de meus clips favoritos. Aliás, proponho para esta semana (se meus companheiros de blog estiverem dispostos a algo frívolo e besta) alguns posts listando os vídeos de youtube que vocês tem assistido ultimamente. Vamos, será divertido.
* Divulgação: Dos dias 17 a 19 de Setembro ocorrerá a IV Semana da Teologia na Faculdade Boas Novas, em Manaus. O tema deste ano é a pregação bíblica, e a semana contará com palestras do pastor Jorge Max e de vários professores da FBN, inclusive este que vos escreve, que fará o papel de besta falando sobre pregação narrativa. Se moram em Manaus e tem algum tempo livre, apareçam por lá.
* Existem dois tipos de pessoas no mundo: pessoas que ficam gratas a Jesus por salvá-las de seus pecados e pessoas que se sentem indignadas com a presunção de Jesus, de chegar assim querendo salvar as pessoas. As pessoas do primeiro grupo abjetamente confessam seus pecados e se lançam ás misericórdias de Deus; as pessoas do segundo grupo se sentem ofendidas com a insinuação de que são pecadoras e fracas, criaturas necessitando de um salvador. E curiosamente, a acusação das pessoas do segundo grupo contra as do primeiro é de que estes pecadores confessos e miseráveis imploradores de perdão são hipócritas, orgulhosos, e moralistas auto-satisfeitos. Hmm.
* É incrível como os inimigos de nossas causas muitas vezes nos inspiram mais do que seus proponentes. Reli este fim de semana o A New Christianity for a New World do bispo Spong, um livrinho com esperanças tão malignas para o cristianismo que me faz perguntar se teólogos pós-modernos são da mesma espécie que eu, e me senti envigorado. O apóstolo Paulo nos diz que precisamos pensar naquilo que é agradável, e justo, e santo; mas também é verdade que a peçonha de um servo de Satanás como Spong me envenena o espírito na medida certa, é como um tônico para a mente. Aliás, este é um princípio quase universalmente aplicável: se você quer ser feliz e edificado, leia os autores que te guiam, que você tem como norte, e leia autores novos ou semi-conhecidos, que ainda tem algo para ensinar ou algo para te entreter. Mas se você quer uma musculação para a mente, se quer uma pedra para afiar seu raciocínio, se quer fazer ferver seu sangue até um estado de prontidão e alerta, leia autores que você já examinou, e descobriu sem sombra de dúvida que são destrutivos ou idiotas. Assista um filme que você odeia, leia a autobiografia de um maldito canalha, leia os arquivos de um blog que você detesta (pode muito bem ser este blog agora mesmo), e veja como os seus pensamentos correm, acelerados, amolados, como pequenas cimitarras em sua cabeça. E este é o segredo da longevidade: nunca deixe seu sangue tranquilo, parado, congestionando suas veias com colesterol e coagulando em sua cabeça. Uma pequena infusão diária de irritação ou pura indignação para acelerar sua circulação e purificar seu sistema é mais eficaz e saudável que qualquer vitamina; e as pequenas cimitarras no seu sangue limpam as veias e, ainda por cima, embranquecem os dentes quando saem pela boca. Experimente.
* E enquanto estamos no assunto de livros irritantes, também li A Língua de Eulália, de Marcos Bagno, e achei a coisa mais condescente e falsamente piedosa (daquela piedade secular, mas duplamente melosa e sentimental) que já li na vida. Mas posso estar enganado, pode ser que seja um livro sincero, e o próprio Marcos Bagno recebe todos os melhores conselhos, admoestações e lições de vida de sua cozinheira banguela semi-analfabeta; mas ora vamos, não estou errado, é um livro não apenas ruim, mas falsamente escrito. Eulália (a cozinheira banguela semi-analfabeta do livro) é descrita como uma pessoa tão maravilhosa e corajosa que eu esperava que a qualquer momento ela sumiria da cozinha e apareceria milagrosamente a três crianças em Fátima; mas ao mesmo tempo, a doutora protagonista -que, condescentemente e insuportavelmente ensina as três meninas burras que é ok falar errado- é uma santa que chama sua empregada pra morar em casa com ela e trabalha enquanto ela cochila. O autor com uma mão exalta seu ideal do proletariado sábio e nobre, que fala português do jeito que quer, e com a outra glorifica onanisticamente a imagem de doutores tolerantes e sapientes como ele, que acham a norma culta uma conspiração das elites e fingem que os pelos de seus braços não arrepiam quando ouvem alguém dizer "probrema". E o leitor fica como as três alunas burras: presos nos sermões moralizantes, manipuladores e socialmente responsáveis da doutora.
* O lado negativo é que enquanto paro para ler livros ruins, fico sem tempo para ler os bons; e mais, fico sem ânimo. Quero ler A Pedra do Reino, de Ariano Suassuna, mas toda vez que sento para ler, olho para o tamanho do livro e desanimo, e deixo para outro dia, preferindo reler algum favorito, algum bom velho livro. E sei que se isto continuar por mais tempo, o Pedra terminará na mesma pilha que Os Irmãos Karamazov, Guerra e Paz, A Montanha Mágica, e todos os outros clássicos da literatura® que joguei de lado pra ler Catch-22 outra vez. Preciso que alguém que já leu o livro diga para mim que ele realmente é tão bom quanto seu título, e vale a pena ser lido.
* Este é agora, oficialmente, um de meus clips favoritos. Aliás, proponho para esta semana (se meus companheiros de blog estiverem dispostos a algo frívolo e besta) alguns posts listando os vídeos de youtube que vocês tem assistido ultimamente. Vamos, será divertido.
* Divulgação: Dos dias 17 a 19 de Setembro ocorrerá a IV Semana da Teologia na Faculdade Boas Novas, em Manaus. O tema deste ano é a pregação bíblica, e a semana contará com palestras do pastor Jorge Max e de vários professores da FBN, inclusive este que vos escreve, que fará o papel de besta falando sobre pregação narrativa. Se moram em Manaus e tem algum tempo livre, apareçam por lá.
* Existem dois tipos de pessoas no mundo: pessoas que ficam gratas a Jesus por salvá-las de seus pecados e pessoas que se sentem indignadas com a presunção de Jesus, de chegar assim querendo salvar as pessoas. As pessoas do primeiro grupo abjetamente confessam seus pecados e se lançam ás misericórdias de Deus; as pessoas do segundo grupo se sentem ofendidas com a insinuação de que são pecadoras e fracas, criaturas necessitando de um salvador. E curiosamente, a acusação das pessoas do segundo grupo contra as do primeiro é de que estes pecadores confessos e miseráveis imploradores de perdão são hipócritas, orgulhosos, e moralistas auto-satisfeitos. Hmm.
domingo, 7 de setembro de 2008
Um post para Filipe Garcia, do blog http://discipulum.blogspot.com
Olá, Filipe.
Alguns mêses atrás, enquanto buscando por coisas inúteis no google, decidi buscar aquela mais inútil das coisas; referências ao meu blog. Para minha surpresa, havia outro blog com o nome de Pensamentos Cativos, namely, o seu. Achei uma coincidência agradável porque, crente supersticioso que sou, referências bíblicas me agradam, e decidi descobrir mais sobre o cara que teve a mesma idéia que eu na hora de dar um nome pro seu site. Não levei mais do que três minutos pra descobrir que a similaridade dos nomes não era uma coincidência. Você copiou o nome de um projeto que criei com alguns amigos, que durou duas pequenas edições e ressuscitou este ano com este blog. E pra descobrir seu plágio, só bastou ler o primeiro post de seu blog. É o mesmíssimo texto que escrevi como prefácio do Pensamentos Cativos original, e hoje é a missão do blog. Está lá em baixo, em preto.
Acima do texto, tal como se encontra em seu blog, está escrito em negrito "Escrito por Filipe Garcia". O que não é uma mentira completa; você realmente modificou o texto. Para ser preciso, você mudou exatamente uma coisa: as afirmações feitas no plural foram modificadas para o singular. Uma declaração de um grupo, um posicionamento meu e de meus amigos, uma proposta feita por quatro pessoas, foi reduzida ao pensamento original (quase escrevi esse original entre aspinhas sarcásticas, mas resisti o impulso) e solitário de um blogueiro. E que pequenos detalhes deliciosos nos comentários. Gostei em especial do comentário de Felipe Fanuel, no qual ele discorda com sua (resisto novamente as aspinhas sarcásticas) fé excludente, e pergunta se realmente vale a pena abrir um blog para difundir idéias que, levadas ao extremo, levam ao fundamentalismo e extremismo. Ah, o comentário dele me fez sorrir, porque o "conservadorismo militante, cego, e estúpido" é, bem, o nosso campo aqui. Alguns mais cegos do que outros, e ninguém mais estúpido do que eu: mas se é assim que minha fé vai ser definida, vestirei o insulto no peito como se fosse uma medalha. Acho o Felipe Fanuel uma boa pessoa, mas é assegurador ver que um texto meu o deixou um pouco desconfortável. Mesmo presente no blog de uma fuinha plagiadora e tão espertamente crítica de crentes como você.
Na ocasião, deixei um comentário secamente comentando sobre a autoria do post, e o Nagel deixou um comentário pedindo que você, well, fosse honesto. Você deletou ambos os comentários, e eu deixei pra lá; não é tão importante, e que diabos, quem se importa. Mas uma amiga levantou assunto novamente, perguntando desconcertada porque eu roubei o nome de um blog que já existia; e isto me deixou um pouco irritado. E por isto gasto estes exatos vinte e dois minutos de minha vida- dá para ver que foram vinte e dois minutos porque foi a duração inteira de um episódio dos Simpsons- para pedir que você, sei lá, remova o post; e posto aqui, pra não ter outro comentário deletado. Ia pedir para que mudasse o nome do blog, mas ah, nós roubamos de Paulo pra início de conversa, e ladrão que rouba ladrão tem cem anos de perdão.
Um abraço,
João.
Alguns mêses atrás, enquanto buscando por coisas inúteis no google, decidi buscar aquela mais inútil das coisas; referências ao meu blog. Para minha surpresa, havia outro blog com o nome de Pensamentos Cativos, namely, o seu. Achei uma coincidência agradável porque, crente supersticioso que sou, referências bíblicas me agradam, e decidi descobrir mais sobre o cara que teve a mesma idéia que eu na hora de dar um nome pro seu site. Não levei mais do que três minutos pra descobrir que a similaridade dos nomes não era uma coincidência. Você copiou o nome de um projeto que criei com alguns amigos, que durou duas pequenas edições e ressuscitou este ano com este blog. E pra descobrir seu plágio, só bastou ler o primeiro post de seu blog. É o mesmíssimo texto que escrevi como prefácio do Pensamentos Cativos original, e hoje é a missão do blog. Está lá em baixo, em preto.
Acima do texto, tal como se encontra em seu blog, está escrito em negrito "Escrito por Filipe Garcia". O que não é uma mentira completa; você realmente modificou o texto. Para ser preciso, você mudou exatamente uma coisa: as afirmações feitas no plural foram modificadas para o singular. Uma declaração de um grupo, um posicionamento meu e de meus amigos, uma proposta feita por quatro pessoas, foi reduzida ao pensamento original (quase escrevi esse original entre aspinhas sarcásticas, mas resisti o impulso) e solitário de um blogueiro. E que pequenos detalhes deliciosos nos comentários. Gostei em especial do comentário de Felipe Fanuel, no qual ele discorda com sua (resisto novamente as aspinhas sarcásticas) fé excludente, e pergunta se realmente vale a pena abrir um blog para difundir idéias que, levadas ao extremo, levam ao fundamentalismo e extremismo. Ah, o comentário dele me fez sorrir, porque o "conservadorismo militante, cego, e estúpido" é, bem, o nosso campo aqui. Alguns mais cegos do que outros, e ninguém mais estúpido do que eu: mas se é assim que minha fé vai ser definida, vestirei o insulto no peito como se fosse uma medalha. Acho o Felipe Fanuel uma boa pessoa, mas é assegurador ver que um texto meu o deixou um pouco desconfortável. Mesmo presente no blog de uma fuinha plagiadora e tão espertamente crítica de crentes como você.
Na ocasião, deixei um comentário secamente comentando sobre a autoria do post, e o Nagel deixou um comentário pedindo que você, well, fosse honesto. Você deletou ambos os comentários, e eu deixei pra lá; não é tão importante, e que diabos, quem se importa. Mas uma amiga levantou assunto novamente, perguntando desconcertada porque eu roubei o nome de um blog que já existia; e isto me deixou um pouco irritado. E por isto gasto estes exatos vinte e dois minutos de minha vida- dá para ver que foram vinte e dois minutos porque foi a duração inteira de um episódio dos Simpsons- para pedir que você, sei lá, remova o post; e posto aqui, pra não ter outro comentário deletado. Ia pedir para que mudasse o nome do blog, mas ah, nós roubamos de Paulo pra início de conversa, e ladrão que rouba ladrão tem cem anos de perdão.
Um abraço,
João.
quinta-feira, 4 de setembro de 2008
Invasores de Corpos
Não digam pra ninguém, mas acho que os alienígenas tomaram o corpo da Norma, visto que ela anda por aí lendo e elogiando (eu sei, eu sei, veja como os pelos do meu braço estão todos arrepiados) o blog do Caetano Veloso. Sim, aquele Caetano Veloso. Eu sabia que algo estava errado- já tinha visto ela por aí louvando o Glauber Rocha, e anteontem afirmando que o correto é dizer "estadunidense", já que americanos somos todos nós, mas não prestei atenção. Agora estou com medo. Medo de que serei o próximo. Se me virem aqui elogiando o Gerald Thomas, ou postando letras de música do Arnaldo Antunes, lembrem que não sou eu, é um alienígena que tomou meu corpo. E matem-me o mais rápido possível.
Assinar:
Postagens (Atom)