Um filme que se auto-denomina uma "comédia romântica com zumbis", Shaun of the Dead (traduzido idioticamente para o português como "Todo Mundo Quase Morto") é, junto com Walk Hard e mais um punhadinho de outros, um dos poucos e preciosos filmes que parodiam um gênero sem se transformarem em abominações tragicamente não-engraçadas e idiotas. Por exemplo, vocês conhecem alguma pessoa não-retardada que ame (realmente ame, e compre o dvd, e fale com os amigos sobre) filmes como "Tá todo mundo em pânico", ou seus oitenta milhões de sequels e sucessores espirituais, como o "Espartalhões" e (argh) "Deu a Louca em Hollywood"? Não, claro que não, porque estes filmes são horríveis e não-engraçados, e gostar deles é indicador seguro de que você tem uma doença na alma. Ou, pelo menos, na cabeça.
Shaun of the Dead começa devagar, seguindo dois dias na vida do protagonista nos quais o foco está em seu pequeno drama (a namorada que o abandona, o melhor amigo que só atrapalha sua vida, o emprego no qual ninguém o respeita), e nos quais o protagonista nunca dá atenção aos jornais (que agora se dedicam 24 horas por dia a noticiar o apocalipse zumbi). Apenas no terceiro dia é que a trama principal do filme começa: Shaun precisa resgatar sua namorada e sua mãe, e levá-las para um lugar seguro para que possam tomar seu chá em segurança; e é isto que ele faz, munido apenas com um bastão de cricket e uma breve aula sobre como fingir ser um morto-vivo.
Mas chega de escrever: achei no youtube uma de minhas cenas favoritas do filme: Shaun e seus amigos lutando com um zumbi ao som de "Don't Stop Me Now", do Queen. Assistam.
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domingo, 6 de julho de 2008
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