sábado, 23 de agosto de 2008

Bucha minor

b.m. Pergunta em que ele está errado, depois de se ofender por eu chamá-lo de burro - o que ele é. É burro, principalmente por não saber, ainda, que nem sempre os burros estão errados. É possível ser um imbecil e, ainda assim, ter razão. Mas este não é o caso dele.

Eu não deveria perder mais tempo com esta pessoa. Mas não quero dar a impressão de que não tenho uma resposta. Não se trata de vaidade; é antes uma recusa a dar a palma a um porco. Para não lhe dar a palma, dou pérolas. E nisto, mesmo não sendo burro, estou errado.

A questão começou assim: Gustavo Nagel escreveu este post, que em resumo afirma que a liberdade individual não combina com o voto obrigatório. O que é verdade. Eu diria, mesmo, que o conceito de democracia não combina com o voto obrigatório. Se somos reais democratas, valorizamos a vontade das pessoas mais do que seu voto.

Daí, surgiu-nos uma diva, dizendo que postura do Nagel era não somente estúpida, mas invariavelmente estúpida. Vou ignorar o advérbio desnecessário e sem sentido. Vou me concentrar no adjetivo. Uma postura estúpida só pode ser mantida por uma pessoa estúpida. Uma pessoa sábia pode errar, mas não estupidamente. Temos uma ofensa, e onde há ofensa há ofensor.

Eu cheguei a comentar, fazendo piada, a seguinte frase: "Who let the dogs out, who, who, who, who, who?" Confesso que esqueci as vírgulas e ponto de interrogação, mas sendo uma óbvia brincadeira, pouco importa. A pergunta era motivada pela incivilidade do nosso homem sem nome. Preocupado de ser mal interpretado, pouco depois fiz outro comentário. Não queria que houvesse ambigüidade: Quem seria o dog out, bm ou Nagel? Portanto, aproveitei uma outra injúria do bm para comentar que "b.m. = PT"

O Nagel declarou, lá pelas tantas, que só votara em Geraldo Alckmin para não impedir o Lula de ascender ao trono. Nunca disse porque não queria Lula lá. Somente que não queria. Aqui, temos de novo o problema do mal menor, que eu interpreto radicalmente, enquanto meus companheiros de blog, nem tanto. Desta posição, que qualquer pessoa normal considera aceitável (até eu que não a aceito pessoalmente), b.m. tirou suas conclusões: Nagel não gosta do Lula porque Lula é analfabeto, ou porque não sabe comandar, ou coisa assim; e ao fazê-lo, ignora o que se diz do presidente mundo afora e seus anos de líder sindical, etc.

Primeiro: Cada um escolhe seus critérios para eleger um presidente. Ser analfabeto ou comandante inepto, para mim, são coisas suficientemente ruins para desclassificar um candidato à presidência. Mas nunca o Nagel disse que não vota no Lula por isso. Sabemos, o homem tem outros defeitos, como ser ou, pelo menos, ter sido, excessivamente chegado ao álcool; usar metáforas cretinas freqüentemente; ser vulgar; declarar-se sem pecado, e muitos etc. Além disso, em seu primeiro governo, tivemos tantas evidências de corrupção extrema dentro do governo, principalmente em seu partido e outros da base, que julgo poder dizer que suspeita de corrupção também é um bom motivo para não votar nele.

Mas que fosse por não gostar dele, da barba dele, dos nove dedos dele - quem poderia censurar o Nagel por isso?

Somente uma pessoa capaz de usar, como argumento, o que o mundo diz do Lula, e seus anos como líder sindical. Sobre o que o mundo diz do Lula, eu sei, mesmo sem me interessar, que há quem fale mal, há quem fale bem e, principalmente, há quem ignore/despreze - eu incluído. O PT, com certeza, fala bem. Quem fala bem do presidente fora do PT fala exatamente como o PT. Já quem fala mal, pode fazê-lo de inúmeras maneiras.

Sobre os anos de líder sindical, eu não os vejo com tão bons olhos. Mas vejo ainda menos favoravelmente usá-los como prova de capacidade, por não se deverem a "sorte ou indicação". Não sei a idade do bm ou sua possível circulação nos meios sindicais do ABC paulista no fim dos anos setenta; mas sei que ninguém pode declarar, com absoluta certeza, que não houve sorte ou indicação no primeiro sucesso do presidente.

Mais de uma vez, tive notícias de supostos descobridores ou criadores do Lula político. Não dei atenção, e continuei não me importando se nosso atual presidente era ou não self made. Mas sei de algo: O apoio dos católicos ao Lula é devido ao apoio de uma parte do clero paulista, e logo do clero nacional, ao Lula. Estes mesmos clérigos, antes e depois, sempre foram bem pouco clericais, e muito demagógicos. Mas isto não é o assunto.

Portanto, eu digo: Se o seu argumento, frente a um "Não voto no Lula", são seus anos como líder sindical e a opinião da parte do mundo que o admira, seu argumento é petista. E se você realmente pensa assim, pouco importa a que partido você pertença. Como o PT mesmo dizia tempos atrás, "mesmo sem saber, você é PT".

Quanto à acusação dele, de que eu não sei ler, eu já respondi: Se ele soubesse ler, teria lido meu nome, e teria lido que eu nunca o acusei de pertencer ao PT, e sim o identifiquei com o partido. Quanto a ele não ler meu nome, entendo (ele não tem nome), mas não aceito. Meu nome está aqui, exposto. Usem-no, quando falarem de mim. Hombridade, caramba.

Quanto à sua identificação com o partido, não sei se ele está ciente de uma coisa: Nem sempre, pertencer a uma instituição, é estar fisicamente dentro da mesma. Por exemplo, nós católicos acreditamos que fora da Igreja não há salvação. Não porque não se possa ir para o céu sem passar pela porta de Roma; mas porque a própria idéia de Igreja é a comunidade daqueles que estão ou irão para o céu. Aquele católico que não for para o céu não pertence à Igreja, mas à sua estrutura visível. O não-católico que for para o céu, irá na medida em que tiver pertencido à Igreja, mesmo sem o saber.

Portanto, b.m., mesmo que você não tenha se filiado ao PT, você tem com este partido uma ligação profunda - mais do que uma filiação. E portanto, você é burro. Vulgarmente burro. E por ficar ofendido com isso, é um baitola, um sissy. E se você disse ironicamente que ficou ofendido, você é um babaca. E por usar fonte comic sans no seu blog, você é um trouxa. Agora suma daqui, vai pastar.

11 comentários:

b.m. disse...

Por pedido do John, não vou responder a esse post nem a nenhum outro relacionado a esse assunto, então essa discussão, que, no final das contas, só prestou um desserviço a este blog acaba por aqui.
Entretanto, não acho que esteja esgotada, então, se vocês quiserem há três formas de continuar, sendo a última a mais apropriada: na caixa de comentários do meu blog, pelo Gtalk (olvra.ribeiro@gmail.com) e (a melhor) pelo grupo de discussões Círculo (tem o link de inscrição no blog. É a própria vocação do Círculo esse tipo de debate, eu inclusive já iniciei o tema recentemente, colando o post do Igor a minha primeira resposta.

Igor disse...

b.m.: Não gosto de discussões e nem gosto de círculos; tanto um como o outro nunca vão a lugar nenhum, apenas revolvem em torno de si mesmos.

E se depois de eu te chamar de burro vulgar, baitola, sissy, babaca e trouxa, certo ou errado, você acha que ainda podemos continuar com o assunto, então eu digo que você também é masoquista, chato ou louco.

b.m. disse...

Desculpe, John, descumpro uma promessa. Mas seus amigos são surpreendentemente pequenos. Eles leram o post abaixo?
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Igor, depois de ter exigido duas vezes que eu dissesse o meu nome - o que daria no mesmo, já que estamos na internet, mas que para você era sinal de hombridade, era de se imaginar que um diálogo em tempo real ou pelo menos com mais velocidade do que post a post, em que ambos os interlocutores fazem seus textos sentindo-se gênios enquanto escrevem.
Mas o fato de exigir uma coisa apenas para efeito, para joguinho de imagem, para fazer um tirada engraçada - isso mostra o tipo de pessoa que você é. A menos que enganado, alguém que precisaria ler mais a bíblia para poder constar neste blog.

Igor disse...

b.m., você é divertido. O que significa seu primeiro parágrafo dirigido a mim? Era de se imaginar, que etc, em que etc. Imaginar que o quê?
Acho também interessante que você diga que eu exijo seu nome apenas por efeito. Primeiro, eu não exijo; mas recuso-me a levar a sério quem não tem nome. E os critérios para admissão neste blog nunca foram expostos à sua aprovação, para minha sorte. Quanto a ler mais a Bíblia, bem que eu gostaria; mas novamente, não é o seu julgamento que eu temo.
E obrigado por me chamar

Igor disse...

Obrigado por me chamar de pequeno. Você não tem idéia de como isso é elogioso para um católico. Só por isso, depois de todas as emoções recentes, lhe quero bem. Espero que você diminua, muito, muito, até caber na porta do céu - e isto lhe desejo sem ironia nenhuma, garanto.

b.m. disse...

Me arrependo deste comentário, e o teria apagado no instante seguinte se houvesse como. Peço desculpas pra você como pedi pro John e pro Nagel pelo email.
O primeiro parágrafo ficou sem complemento, é verdade. Seria de se imaginar que, se você exige que eu tenha um nome, por questões de hombridade, seria de se imaginar que a tal conversa em tempo real fosse uma preferência sua, e que discussões também o fossem.
Mas, como disse - e não pretendo caber na porta de qualquer céu com esse arrependimento - comentário do qual me arrependo.

Norma disse...

Bom, já que ninguém está exigindo coisa nenhuma, eu, como leitora e amiga da maioria dos blogueiros deste lugar aqui (hehe), vou exigir o seguinte:

- Fim desse papo JÁ
- Post novo JÁ

Se possível comparecerei na próxima vez com folhetos, cartazes e panelaços.

MissGarfield disse...

desde que começou esta discussao ridicula comecei a gostar cada vez menos de vir a este blog....

b.m. disse...

o.O

Igor disse...

Senhoritas (ou Senhoras),

É assim que somos. O sangue ibérico, you know. Não se vão, por favor: Não há motivos.

b.m. tem toda razão: Prefiro conversas em tempo real, e mais ainda em presença real; gosto mais ainda de pancadaria real e hooliganismo. Mas concordo: And now to something completely different.

Cintia disse...

Olá john, tudo bem?
Olha,você sabe eu não posto, muito menos tenho blog,menos ainda escrevo bem e tão pouco chego perto da inteligencia desses meninos ou de quem tem bom tom como você.
Menos ainda me meto em Rixa de Blogueiro!
Mas, depois de observar por um tempo essa confusão entre os meninos blogueiros "malvados" o Gustavo Nagel, o Igor e de Tabela por mérito aos dois moços citados antes, o bobo que não tem nome(não me levem a mal meus queridos,mas em um mundo tão injusto onde somente temos espaço para sermos homens de verdade via mundo virtual,(que seja brega a palavra, mas é uma verdade!)o senhor sem nome poderia agir como um, a começar a tratar os outros com um mínimo de respeito, estou falando como ele tratou o Nagel, pôxa foi ridículo, e ainda está sendo ridículo por teimosia ofendendo o outro!)
Pois bem, querido JOHN pude observar que o senhor "B.M." não é seu amigo não, após quebrar uma promessa e ainda a continuar a perturbar esses cavalheiros,com suas estúpidas palavras parece que não passa de um reles adoslescente de 13 anos com problemas,(muitos). Cuidado com esse senhor, se é que eu posso chamá-lo assim...