segunda-feira, 7 de julho de 2008

Paul is a dead man, bury him

Conquanto não me desagrade ser comparado ao mais bonito dos Beatles, o que se non é vero eu até gostaria que fosse bene trovatto, devo repudiar aqui a analogia, antes que seja excessivamente tarde, e por dois motivos.
O primeiro, e mais fútil, é que entre os quatro autores deste blog, eu estou mais próximo do John Lennon, pelo fato de ser Católico; é claro que os protestantes daqui tendem a ver minha amada Igreja, Católica e Apostólica, como os demais Beatles viam a amada esposa (?) japonesa daquele que, entre eles, mais se parecia com o Ned Flanders. Como não podiam expulsar JL do grupo sem perder metade de seus talentos, tiveram que acabar o grupo. Certamente o fato de todos aqui serem cristãos os impedirá de me expulsar, mesmo eu representando menos que metade dos talentos aqui: Este é um grupo mais homogêneo que aquele. Também não pretendemos parar com o trabalho antes de fazer alguns cativos a Cristo, enquanto os Beatles largaram de mão depois de alguns milhões de discos vendidos.
A segunda, e mais verdadeira, é que não posso aceitar como modelo estes ídolos de hoje. Se meu propósito aqui é fazer cativos para Cristo, e creio que Cristo é cativante por si só, a melhor maneira de pescar homens para Ele é a de Pedro e André, a de João e Tiago: Seguindo-o apenas, imitando somente aqueles que o imitavam, que é uma forma segura de imitá-lo (veja São Paulo na 1ª carta aos Coríntios, 11,1) . Aqueles que se diziam mais famosos que Ele acabaram levando tiros dos próprios fãs.

Um comentário:

João Lemos dos Santos disse...

Entendo sua repúdia, embora continue apoiando a analogia apenas para que haja logo uma veia de controvérsia amarga e explosiva no seio do blog, contaminando todas as nossas conversas e postagens, todos os comentários, todas as alusões uns aos outros, apenas para manter a picância de uma briga eternamente irresolvida.

Tendo dito isto: realmente precisamos de exemplos melhores. Penso em nomear Sto. Atanásio o protetor do blog, mas lembro que sou protestante, e não creio em santos. Mas é uma idéia divertida, e Atanásio é um dos grandes exemplos (perdendo apenas para o apóstolo Paulo) de como Deus pode usar um homem como um martelo despedaçador nas controvérsias mais difíceis.